O que me chamou a atenção foi o perfil da maioria dos candidatos...
Tá certo que R$1400,00 é um bom salário hoje em dia... tem também a tão sonhada estabilidade, por estar em cargo concursado e afins... Há o plano de carreira também (que neste caso não é muito animador, mas depois de uns 10 anos, deve-se chegar a um salário de R$2000,00 e um ou outro benefício). Mas o que me instigou foi a média etária dos candidatos.
Na sala que chefiei a aplicação (a CESPE/UnB trabalha com um chefe de sala, mais os fiscais que o auxiliam), a média de idade passava fácil fácil dos 35 anos.
Havia 2 candidatos nascidos em 1961 (beirando os 50 anos de idade). A maioria deles, entre os 30 e 40. Desta amostra que foi minha sala, havia apenas uma candidata abaixo dos 20 anos (sala de 40 candidatos).
Entre 20 e 30 anos com certeza não passavam de 10 ou 15 concorrentes a tal vaga.
Acho que é esse mesmo o perfil... o concurso era pra nível médio.
Quando trabalho em concursos de nível superior, a faixa etária baixa lá para 23, ou 25 anos. Isso se deve a o que? A esse "forte mercado" do ensino superior? Facilidade? Financiamentos? PROUNI? ...
Outra coisa que fez-me pensar é que um salário de R$1400,00 para fazer algo chato é ainda almejado por muita gente de mais
Chega a ser "assustador" ...
ResponderExcluirEsta faixa etária deve-se justamente ao que era passado antigamente: Uma visão conformista de que se estivermos em um cargo 'concursado' teremos estabilidade, garantiremos nossa aposentadoria.
ResponderExcluirEu mesmo, aqui no auge dos meus 33 anos já ouvi muito disso. Muitos desta geração preferem um trabalho maçante que forneça alguma certeza do que arriscar-se em rumos ainda desconhecidos e incertos. Ou seja, arrisca-se pouco. Por isso a preferência por tais concursos.
Infelizmente apesar do crescimento do número de pessoas com ensino superior completo por vezes não melhora muito esta situação. Canso de ver talentos desperdiçados com empregos que mal pagariam uma mensalidade de faculdade.
O brasileiro tem que deixar de ser conformista e arriscar-se mais. Não é um concurso que dá estabilidade e nem um diploma que garantirá um bom emprego.
Au revoir.
Felix